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FÍSICA DOS SEMICONDUTORES

   Os materiais semicondutores constituem hoje uma importante classe de dispositivos considerados como peça chave na revolução tecnológica que tem influenciado nossas vidas.

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     Estes materiais podem apresentar caracteristicas tanto de condutores como de isolantes, dependendo de sua estrutura química.

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    Até agora, destacamos algumas vezes que os elementos Germânio e Silício são bons exemplos de semicondutores. Você saberia dizer por que?

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     Pois ambos elementos apresentam quatro elétrons na camada mais externa, ou seja, na camada de valência. Sabe-se que, para se tornar estável, um elemento precisa ter 8 elétrons em sua camada de valência, no entanto como os elementos citados tem quatro elétrons, precisam agrupar-se entre si através de ligações covalentes (que basicamente consistem no compartilhamento de elétrons entre dois átomos) com outros quatro átomos, formando uma estrutura cristalina (Figura 6 e 7). Resumindo, os semicondutores basicamente são substâncias cujos átomos se posicionam no espaço, formando uma estrutura ordenada.

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       Perceba, na figura abaixo, que se você acompanhar um dos átomos, ele estará ligado a mais quatro, em uma distribuição espacial, formando o que chamamos de cristal, que é um sólido no qual os átomos estão organizados num padrão tridimensional bem definido e que se repete no espaço.

Figura 6: Estrutura ordenada dos átomos cuja camada de valência apresenta 4 elétrons.  Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/22/Diamond_Cubic-F_lattice_animation.gif>.

Figura 7: Estrutura cristalina de átomos de silício, agrupados através de ligação covalente. A imagem consiste em uma representação na qual o tamanho do núcleo, dos elétrons e a proporção entre eles é meramente ilustrativa e não apresenta similaridade com o modelo atômico de Rutherford - Bohr.

      Teoricamente, a estrutura ilustrada acima, só seria possível à uma temperatura muito baixa, zero kelvin. No entanto, a menor temperatura obtida até hoje é da ordem de nanokelvin (nK ou 10^-9 K). Mas mesmo nesse regime pode-se perceber que os semicondutores se comportam como isolantes.

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      O que acontece é que nessa temperatura todas as ligações covalentes estão completas, uma vez que os elétrons estão todos ligados à seus respectivos núcleos e não são elétrons livres. Neste caso, existem quatro ligações covalentes para cada átomo, que proporcionam a estabilidade química e molecular, ou seja, a camada de valência está completa e o material comporta-se como um isolante.

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   Portanto, vale destacar que a temperatura é um fator importante que define o comportamento de um material semicondutor, uma vez que qualquer alteração pode fornecer energia para desprender elétrons do átomo, tornando o material capaz de conduzir corrente elétrica.

SEMICONDUTOR INTRÍNSECO

     Um semicondutor intrínseco é um semicondutor no estado puro, isto é, com todas as ligações covalentes completas, não apresentando elétrons livres e por isso, com pouca utilidade, uma vez que não conduz corrente elétrica.

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   Como citamos anteriormente, à temperaturas próximas de zero kelvin, o material semicondutor comporta-se como isolante, no entanto à temperatura ambiente comporta-se como condutor pois a energia fornecida em forma de calor permite que alguns elétrons de valência deixem a ligação covalente, ocasionando uma lacuna em seu lugar (figura 8) e tornam-se elétrons livres (responsáveis pela causa da corrente elétrica).

Figura 8: Formação de um elétron livre e de uma lacuna. A imagem consiste em uma representação na qual o tamanho do núcleo, dos elétrons e a proporção entre eles é meramente ilustrativa e não apresenta similaridade com o modelo atômico de Rutherford - Bohr.

Fonte <http://www.geocities.ws/afonsobejr/semicondutores.html>.

    Um semicondutor extrínseco é aquele obtido pela adição de elementos chamados de impurezas, cuja principal finalidade é alterar algumas propriedades elétricas, principalmente a resistividade em relação ao fluxo de elétrons, através da formação de pares elétron livre-lacuna.

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        Há duas maneiras básicas de provocar o aparecimento desses pares no interior de um cristal semicondutor: através do calor ou incidindo um feixe de luz sobre o material.

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         Na prática, para que o material permita a passagem de corrente elétrica, necessitamos de um cristal semicondutor em que o número de elétrons livres seja bem maior que o número de lacunas, ou vice versa. Isto é conseguido a partir de um cristal semicondutor puro (intrínseco) e adicionando-se a ele, uma determinada quantidade de outros tipos de átomos, aos quais chamamos de impurezas. Esse processo é chamado de dopagem.

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         Quando são adicionadas impurezas a um semicondutor puro (intrínseco) este passa a denominar-se por semicondutor extrínseco.

SEMICONDUTOR EXTRÍNSECO

9º fase. Curso de Física - Licenciatura - Universidade Federal da Fronteira Sul - Campus Realeza.

Materiais produzidos na disciplina Prática de Ensino de Física Moderna.

praticamoderna2017

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